Amamentação

Fórmula Infantil x Aleitamento Materno

A fórmula infantil é uma alternativa para mães, que por algum motivo, não puderam amamentar, para sobrevivência desses bebês.

Existem aquelas mães que acreditam que se não amamentarem, não criarão vínculos com o bebê. A amamentação cria sim um contato mais próximo, de pele a pele, mas tudo é uma questão de adaptação as necessidades. As mães amorosas, cuidadosas, dedicadas, sempre irão criar vínculo amoroso com seu filho de alguma forma. O bebê sempre fica próximo de quem oferece alimento para ele, mas existe outras formas também de criar vínculo como: cama compartilhada, colocar para dormir no seu colo, ninar… Portanto, alimentar o bebê com leite materno ou com fórmula infantil, não fará uma mãe ser melhor que a outra.

No entanto, existem algumas situações em que o aleitamento materno está contraindicado e por vezes necessita ser complementado. Nesses casos, o uso de algum leite que o substitua se faz necessário. Muito utilizado para esse fim, o leite de vaca nunca deve ser a opção para menores de 2 anos de vida, pois possui pouca quantidade de ferro biodisponível, pode levar a micro-hemorragias da mucosa intestinal, desenvolvimento de alergia, anemia e obesidade.

Quando não é possível a amamentação, utilizamos as fórmulas infantis. As fórmulas infantis não são todas iguais, cada uma tem sua particularidade para tentar suprir de maneira individualizada as necessidades de cada criança.

O que é preciso saber sobre fórmula infantil

Fórmulas infantis são comercialmente preparadas como uma alternativa para o bebê.

São casos contra indicados amamentar:

  • Mãe infectada pelo HIV;
  • Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus T linfotrópicos humano Tipo 1);
  • Bebês portadoras de galactosemia, uma doença muito rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outra que contenha lactose.

Contra indicação relativa: varicela-zorster e citomegalovírus. Devem ser discutido com família e relação risco/benefício deve ser considerada.

Reparou que em quase todas é uma escolha da mãe? Por isso mãe, você deve pesquisar e se orientar sobre amamentação em fontes confiáveis como site da sociedade brasileira de pediatria ou ministério da saúde.

Elas tentam suprir necessidades fisiológicas, energético proteicas do bebê e também querem compensar de algum forma algumas vitaminas e nutrientes que os bebês amamentados precisam obter dos suplementos. Estas fórmulas infantis são fabricadas tentando aproximar os componentes do leite materno, para que nada falte ao seu bebê. Para isso, elas usam uma combinação complexa de proteínas, açúcares, gorduras e vitaminas que não são possíveis de criar em casa.

A fórmula não oferece crescimento microbiota bacteriana que são importantes para proteção contra patógeno e para o desenvolvimento do sistema imunológico natural contra doenças ao seu organismo. O aleitamento materno promove não só proteção em processos infecciosos, mas também em processos alérgicos, contra doenças atópicas como eczema, alergia alimentar e alergia respiratória.

Como ajudar uma mãe: ajudando na casa, alimentação, com outro filho mais velho, dando banho no bebê, colocando para arrotar, para dormir, ficando com ele para ela descansar, fazer unha ou para não fazer nada, apenas relaxar.

Entenda por que alguns pais optam pela fórmula infantil

Aqui estão algumas razões pelas quais pais ou médicos receitam a fórmula:

  • Convêniência: qualquer um dos pais (ou outro cuidador) pode alimentar o bebê com uma mamadeira a qualquer momento.
  • Flexibilidade: uma vez que a mamadeira é feita, a mãe pode deixar a criança com o parceiro ou cuidador.
  • Por necessidades: citadas acima que necessitem de indicação médica da fórmula, pois a mãe está impossibilitada ou contra indicada de amamentar o seu bebê. O que é a minoria dos casos.

Tempo e frequência das mamadas

O tempo das mamadas com a fórmula infantil é em média de 3/3hs, pois como a forma é adaptada para organismo do bebê, suas moléculas são grandes e demoram a ser quebradas para digestão, sendo assim menos digerível que o leite materno.

Os bebês alimentados com fórmula acabam não chorando de fome entre os horários das mamadas, ficam mais regrados, pois a amamentação funciona com livre demanda e o bebê absorve melhor e mais rapidamente. O leite materno demora mais tempo para o bebê sugar e no peito o bebê faz pausas para descansar, às vezes até dorme, fazendo com que ele necessite mamar mais vezes ao dia.

Já o bebê na mamadeira, acaba que o processo de sucção do bico da mamadeira (por isso hoje existem vários tipos de bicos diferentes) é passivo, mesmo que não sugue: o leite vai descer. Acaba que “empurramos” com o bico uma quantidade imensa de leite de uma vez só, sem respeitar o tempo de deglutição, sucção e pausa do bebê, o que acontece nas mamadas ao peito e que a mamadeira não permite que aconteça.

Na mamadeira não necessita do bebê fazer força, o que faz com que ele gaste menos energia e por isso é oferecido leite a eles com menos frequência que os bebês amamentados.

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Acompanhando a curva de crescimento do bebê

Para não ficar com o peso acima do recomendado para idade deles, devem ser acompanhados por uma média dada pela curva de crescimento, que fica na caderneta do recém nascido onde avalia parâmetros de crescimento em recémnascidos pelo comprimento, peso, circunferência cefálica, IMC (índice de massa corpórea) que é calculado através da fórmula de peso dividido pela altura ao quadrado.

Por isso é importante que você leve sempre a caderneta do bebê nas consultas ao pediatra, que devem ser feitas, no que chamamos de puericultura, que são as consultas do bebê, nos seus primeiros 1mil dias de vida.

Isso equivale até os 3 anos de idade e deverá ser iniciada nos primeiros dias (adequado após a queda do umbigo) de vida da criança, e essa consulta deve ser programada para em torno do 5 ao 10 dias após o nascimento.

Leve sempre a caderneta do bebê as consultas

Segundo o Ministério da Saúde, o calendário mínimo de consultas do lactente deve totalizar sete consultas no primeiro ano de vida, a fim de garantir a assistência em tempo oportuno e com qualidade (BRASIL, 2002).

O Ministério da Saúde recomenda o seguinte esquema para as consultas de rotina da rede SUS até 1 ano de idade: 1ª semana, 1º mês, 2º mês, 4º mês, 6º mês, 9º mês, 12º mês.

A partir dos 2 anos de idade, as consultas de rotina podem ser anuais, próximas ao mês de aniversário, onde se avalia dados de puericultura que são alguns eles:

  • Estado nutricional do bebê;
  • Crescimento;
  • Desenvolvimento;
  • Alimentação adequada para idade;
  • Vacinação.
  • Higiene e cuidados com o bebê;
  • Dúvidas e orientações para a mãe com o bebê.

O volume de leite varia em cada caso, principalmente levando-se em conta o cálculo da capacidade gástrica (30-40 mL/kg que é o peso do bebê).

Esse volume deve ser administrado a cada 3 horas em média para menores de 6 meses; ou conforme a introdução alimentar proposta em crianças maiores.

Fazendo uma escolha

É necessário se informar bem sobre a amamentação, principalmente na gestação, tirar algumas dúvidas e receber orientações médicas e de profissionais da área da saúde qualificado como enfermeiras, consultoras de aleitamento materno e nutricionistas, quanto escolha da fórmula como substituto do aleitamento materno.

Com carinho: Mariana Bastos.

Mariana Bastos Gomes Nolasco

37 anos, casada, residente de Itaperuna.

Possui Graduação em:
Estética (2008),
Nutrição (2013),
Atualmente cursando Medicina (término em 2024).

Pós-Graduação em:
Docência do Ensino Superior;
Nutrição Clínica Funcional e Fitoterapia;
Neurociêntista.

Membro da Associação Brasileira de Nutrição Materno Infantil (ABRANMI).

Formação complementar: Doula, Consultora de Sono Infantil, Educadora Parental Infantil, Consultora em Aleitamento Materno, Laser terapeuta, Costureira Industrial do Vestúario, Modelagem Feminina e Maquiagem Profissional.

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