Leite empedrado! E agora, o que fazer?

Leite empedrado: como lidar?

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“Leite empedrado”, como é conhecido, é também chamado de ingurgitamento mamário.

É um acontecimento que pode ser um grande problema para mamães que querem continuar amamentando.

Primeiramente, tenha em mente que a maioria dos problemas comuns que envolvem a lactação pode e deve ser evitada com o esvaziamento adequado das mamas. Assim também é com a prevenção do ingurgitamento mamário.

Você sabia que até o modelo do sutiã pode ajudar a aliviar a dor? Confira as dicas mais abaixo.

Como reconhecer o ingurgitamento mamário nocivo?

As mamas ficam muito distendidas, causando extremo desconforto. Pode haver febre e mal estar.

Pode haver também áreas avermelhadas, inchadas, brilhantes e mamilos achatados, o que dificulta a pega do bebê.

O leite também não flui com facilidade pois os ductos de leite são comprimidos, o que dificulta ou impede sua saída dos alvéolos.

Por que o leite empedra?

Os motivos são: a mãe produz leite em abundância, houve início tardio da amamentação, não pode amamentar em livre demanda, há restrição da duração e frequência das mamadas e também a sucção ineficaz do bebê.

Uma atenção para as mamães de primeira viagem: o ingurgitamento do tipo patológico costuma acontecer com mais frequência quando é o primeiro filho, podendo aparecer entre mais ou menos três a cinco dias após o parto.

Sabendo disso, siga as dicas a seguir:

10 recomendações úteis para prevenir e tratar o leite empedrado:

  • Inicie a amamentação o mais cedo possível. O recomendado é começar logo após o nascimento. Não sendo possível, a mãe deve fazer a retirada do leite a fim de estimular o fluxo e a produção.
  • Amamente com frequência, em livre demanda, sem determinar horário, ou seja: sempre que o bebê sentir fome.
  • Não deixe leite parado nas mamas, faça massagem e realize a ordenha.
  • Certifique-se de que o bebê está fazendo a pega adequada e conseguindo sugar o leite de forma eficiente. As bochechas do bebê devem ficar arredondadas quando ele suga, e escutar estalos ou sons de “beijo” pode ser sinal de que ele não está sugando corretamente.
  • Caso as mamas já estejam doloridas, faça massagens delicadas para deixar o leite mais fluido e estimular o reflexo da saída de leite.
  • Se a aréola estiver tensa, ordenhe manualmente um pouco de leite antes da mamada para que ela fique macia o suficiente para o bebê abocanhar a mama com mais facilidade.
  • Quando o bebê não conseguir sugar, a mama deve ser ordenhada manualmente ou com bomba de sucção. O esvaziamento da mama é muito importante para dar alívio à mãe, diminuir a pressão nos alvéolos, aliviar o edema, diminuir o risco de comprometimento da produção do leite e a ocorrência de mastite.

Escolha bem o seu sutiã de amamentar:

  • Faça uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios para reduzir a inflamação e o edema. Consulte o seu médico para saber quais são as melhores opções de medicamento nesse caso.
  • Aplique gelo ou gel gelado nos intervalos das mamadas. Em situações de maior gravidade, podem ser feitas de duas em duas horas. Mas, atenção: o tempo de aplicação das compressas frias não deve ultrapassar 20 minutos devido ao efeito contrário, ou seja, um aumento de fluxo sanguíneo para compensar a redução da temperatura local.
  • Não deixe de buscar ajuda profissional, esta atitude pode ser decisiva para o sucesso da amamentação.

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(Fonte: Scielo)

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